Como será o panorama econômico e de re/seguros para a América Latina em 2022?

A América Latina foi atingida de forma particularmente dura pela pandemia, mas a recuperação econômica está em andamento na região, e deve retornar ao seu nível de PIB prévio à pandemia em 2022. O novo relatório sigma divulgado hoje pelo Swiss Re Institute, "Turbulence after lift-off: global economic and insurance outlook 2022/23“, relata que o crescimento econômico regional seja esperado para ser mais lento em 2022 e 2023 comparado a 2021.
O PIB real regional deverá crescer 6% em 2021, seguido por um crescimento mais moderado de menos de 3% em 2022 e 2023.

Diferentemente da economia, o crescimento dos prêmios de seguro deve ultrapassar o do PIB devido à crescente conscientização quanto ao risco:

  • Estimamos que os prêmios de seguros de L&H na América Latina cresçam a uma taxa real de 10.7% em 2021, antes de retornarem à taxa de crescimento próxima da tendência de 5.1% em 2022 e 3.8% em 2023.
  • Para prêmios de P&C na região, projetamos um crescimento de 5.6% em 2021, e cerca de 5% e 4 %% em 2022 e 2023.

Durante a pandemia, o número de mortes por milhão de pessoas foi constantemente maior do que o agregado global. Como resultado, as seguradoras de vida enfrentaram um aumento sem precedentes nos sinistros de vida. No Brasil, os sinistros do seguro de vida mais do que dobraram em abril de 2021, em comparação com o mesmo período em 2020. Em setembro de 2021, 15% de todas as mortes da COVID-19 no país foram cobertas por apólices de seguro de vida. Vemos que os retornos dos investimentos provavelmente serão desafiados pelas baixas taxas de juros em curso que não compensam totalmente a inflação, tornando crucial a disciplina de subscrição.

O relatório também identifica três tendências estruturais globais que moldarão o caminho de longo prazo da economia mundial e que irão afetar também a América Latina, os três D’s:

O cenário atual continua a gerar uma demanda mais forte por proteção de seguro e nós, como parte da indústria de re/seguros, podemos fazer mais para ajudar as sociedades a se tornarem mais resilientes.