A lacuna de proteção da mortalidade na América Latina

O relatório mais recente do SRI estima uma lacuna total de proteção de mortalidade na América Latina e no Caribe de quase US$ 14 trilhões em 2019. Isso se traduz em um índice regional de resiliência para risco de mortalidade de 40%, que melhorou nos últimos anos nas principais economias da região, sobretudo devido à maior cobertura de seguro de mortalidade.

No entanto, o choque da COVID-19 provavelmente mudará essa tendência e ampliará a lacuna de proteção. A atual crise econômica vai desencadear a recessão mais profunda da história moderna na América Latina, com o produto interno bruto regional projetado para contrair cerca de 8% em 2020. Isso levará a uma queda na demanda por seguro de vida, com estimativa de queda nos prêmios de cerca de 8%.

As seis maiores economias da região - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru - respondem por mais de 80% (US$ 11 trilhões) da lacuna total de proteção de mortalidade na América Latina. Os mercados com as maiores lacunas são o Brasil (US$ 4,5 trilhões) e o México (US$ 2,6 trilhões), enquanto o Peru (US$ 0,6 trilhões) tem a menor. A oportunidade para o mercado de seguros é enorme, com estimativas de potencial de prêmio para produtos de risco de mortalidade perto de US$ 33 bilhões, o que equivale a metade de todo o setor de seguro de vida nesses mercados.

A atual crise da COVID-19 reforçou a relevância do seguro de vida para cobrir as necessidades de proteção contra mortalidade e apoiar a resiliência das famílias. Existem várias áreas nas quais as seguradoras podem oferecer maior proteção contra mortalidade para aqueles que mais precisam. Isso inclui a ampliação da oferta de seguros, como produtos com componente de poupança e contratos de longo prazo, adoção de novos canais de distribuição, incorporação de novas tecnologias e maior uso do microsseguro.

Estudo completo em inglês.