Sem espaço para improvisos: seguros e a ascensão dos drones

Com os drones a terem uma utilização cada vez mais vasta, as seguradoras devem estar atentas às suas implicações. Estas foram alvo da nossa análise no relatório Seguros e a ascensão dos drones.

É difícil de imaginar que os primeiros drones foram balões. Um chegou mesmo a voar fazendo vigilância para as tropas do presidente norte-americano Abraham Lincoln durante a Guerra Civil. Atualmente, os drones são bastante usados em conflitos armados, na recolha de informações e espionagem e pelas autoridades policiais e toda uma panóplia de empresas - desde seguradoras e imobiliárias ao setor da energia e do cinema.

Uma estimativa aponta para uma despesa anual em drones comerciais e militares que atingirá os 11,6 bilhões de dólares em 2023. Só nos EUA, a conceção, fabrico e operação de drones poderá criar cerca de 70 mil novos postos de trabalho.

Um risco presente tanto no ar como em terra

Independentemente do design ou da utilização a que se destinam, os drones apresentam desafios e oportunidades para as seguradoras. Salvaguardar estes ativos essenciais e proteger os balanços financeiros dos respetivos proprietários pode ser um risco que valha a pena assumir desde que os mediadores percebam bem quais são as suas utilizações e as possíveis consequências.

A Swiss Re está atenta aos sinistros e à evolução dos contratos de seguro para ajudar os nossos clientes a tomar decisões fundamentadas. O relatório Insurance and the rise of drones (Seguros e a ascensão dos drones) foi elaborado por mediadores de seguros patrimoniais e acidentes diversos, especialistas em sinistralidade e juristas. Aqui descreve-se a crescente utilização dos drones e analisa-se a forma como várias apólices poderão responder a uma variedade de cenários, com especial atenção nas exclusões.

Situações a ter em consideração

A lista de formulários de apólices de seguro que podem ser afetados é extensa: tudo desde danos materiais e RC geral até RC de aviação, RC profissional e de cargos de chefia (D&O). De momento a jurisprudência atual é limitada, mas é expectável que surja uma miríade de questões jurídicas, incluindo as relacionadas com privacidade, danos físicos, lesões corporais, invasão de propriedade e incómodo público. Em muitos dos casos, aplica-se o direito de responsabilidade civil existente.

A lista dos “e se” é longa e não para de crescer:

  • E se um drone se despenhar contra pessoas ou bens ou embater contra outra aeronave?
  • E se uma pessoa for fotografada por um drone e essa fotografia for utilizada para fins comerciais?
  • E se um perito utilizar um drone quando estiver a fazer a peritagem patrimonial de um cliente e durante a operação infligir lesões corporais? Quando é que o seguro do perito tem cobertura assegurada? E quando não tem?
  • Se um segurado operar um drone de outra pessoa próxima em benefício próprio sem contrapartida, deverá aplicar-se a exceção da exclusão prevista pelo uso duma aeronave alheia?
  • Ao definir uma exclusão de bens pessoais sobre uma aeronave que não transporte carga, uma câmara é considerada carga?

Sem dúvida que este exercício é um apelo à imaginação, mas no que concerne a drones, uma mente curiosa é um pré-requisito para ponderar todas as possíveis ramificações entre a descolagem e a aterragem.

Claramente, este não é o momento de improvisar.

Nota: Este artigo é um resumo de um relatório mais detalhado que está disponível a pedido prévio.



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