Os especialistas falam sobre o MultiCat Mexico

A transação MultiCat é prova de nosso compromisso de trabalhar com governos e bancos de desenvolvimento para ajudar na gestão de seus riscos usando resseguros e os mercados de capitais. Essa atividade complementa nossos negócios com cedentes e clientes corporativos. Reto Schnarwiler, Chefe do Setor Público, e Markus Schmutz, Chefe de Estruturação e Originação de Títulos Vinculados a Seguros, explicam a transação.

Por que o governo mexicano decidiu transferir esses riscos para os mercados de capitais?

Reto Schnarwiler: Os desastres naturais têm um impacto negativo sobre as finanças públicas, porque os governos normalmente absorvem uma parcela muito grande dos custos econômicos dessas catástrofes. Por exemplo, precisam cobrir os custos da emergência e esforços de socorro, bem como a posterior reconstrução da infraestrutura. A maioria dos governos arca com o ônus do financiamento após um evento de desastre, por exemplo, pela emissão de instrumentos de dívida, redistribuição de verbas orçamentárias ou aumento de impostos. Com essa transação, o México está diversificando a composição dos seus financiamentos com instrumentos de transferência de riscos. Transferindo os riscos de catástrofe para os mercados de capitais, o governo do México consegue reduzir a pressão sobre os orçamentos públicos em caso de catástrofe natural, ao mesmo tempo em que garante a existência de fundos suficientes para as atividades de socorro.

Em 2006, a Swiss Re já ajudou o Fundo para Desastres Naturais do governo mexicano (“FONDEN”) a transferir riscos de terremoto. O que torna esta transação tão inovadora?

Markus Schmutz: Ao contrário da primeira transação com o FONDEN, o MultiCat cobre vários riscos. Como na transação original, são cobertos os riscos de terremoto, mas, além disso, a transação MultiCat agora cobre riscos de furacão, tanto no lado do Pacífico como do Atlântico. Esta é uma clara melhora e uma verdadeira inovação que vai trazer benefícios ao governo do México e ao país como um todo.

Porque as organizações de desenvolvimento, como o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) do Banco Mundial, estão se tornando mais ativas no campo de transferência de riscos por catástrofes naturais?

Reto Schnarwiler: Organizações como o Banco Mundial começaram a perceber que os países em desenvolvimento e emergentes estão particularmente expostos a desastres naturais, e que a redução de sua vulnerabilidade a esses desastres é uma das principais prioridades em termos de trabalho de desenvolvimento. As estratégias para evitar e mitigar riscos claramente continuam sendo a prioridade número um para esses países. Mas, independentemente das medidas que os governos tomem, não há país que consiga se isolar por completo contra os eventos extremos. Os países particularmente sujeitos a desastres naturais devem, portanto, considerar a possibilidade de transferência desses riscos aos mercados de capitais. O Banco Mundial tem desenvolvido intensa atividade nesse campo, dando apoio, por exemplo, ao desenvolvimento do Pool de Seguros de Catástrofe da Turquia, após o terremoto que devastou Mármara e ao Mecanismo de Seguro de Risco de Catástrofes do Caribe (CCRIF, em inglês), que segura 16 governos do Caribe. Também presta cobertura de seguro contra a seca ao governo do Malaui. A Swiss Re dá apoio a esses esforços com nossos conhecimentos especializados e capacidade de transferência de risco.

As soluções de transferência de risco, como essas, se limitam à cobertura de catástrofes naturais?

Reto Schnarwiler: Os governos e organizações de desenvolvimento estão cada vez mais interessados em abordagens integradas para a gestão de riscos. Anteriormente, a preocupação principal era a proteção civil no caso de guerra ou desastres naturais. O foco agora está mudando para uma abordagem mais abrangente, que considera uma gama mais ampla de riscos, desde os econômicos e financeiros até os ambientais, societais e políticos. Uma abordagem desse tipo, com cobertura total, exige um alto grau de coordenação de vários órgãos públicos, políticos e do setor privado. O diretor de risco de um país pode assumir a responsabilidade por um ambiente de risco priorizado, com uma abordagem holística ao risco, antes da ocorrência dos eventos, que, no fim das contas, vai reduzir o ônus do risco para a sociedade.

Quais são os benefícios dos títulos de catástrofe como essas do Governo do México para os investidores institucionais qualificados?

Markus Schmutz: Especialmente para essa transação, a operação MultiCat Mexico oferece ao governo mexicano um financiamento rápido para os esforços de socorro após terremotos e furacões. Transferindo os riscos de catástrofe para os mercados de capitais, o governo do México consegue reduzir a pressão sobre os orçamentos públicos em caso de catástrofe natural, ao mesmo tempo em que garante a existência de fundos suficientes para as atividades de socorro. O programa MultiCat ajuda o México na gestão de seus riscos de catástrofe, antes que o evento ocorra. De modo geral, os títulos vinculados a seguros complementam as soluções de resseguros tradicionais, oferecendo mais benefícios aos emitentes, tais como uma proteção com garantia total para riscos de pico e proteção plurianual a preço fixo. Dentro dessa área, os títulos de catástrofe normalmente transferem riscos de pico aos mercados de capitais. Ao patrocinar uma transação, a (res)seguradora pode aumentar a eficácia e a flexibilidade de sua gestão de risco e capital. Os títulos mobiliários vinculados a seguros, tais como os títulos de catástrofe, podem beneficiar os investidores institucionais também. Os investidores ganham acesso a riscos que os ajudam a diversificar suas posições atuais e ajudar em suas estratégicas gerais de alocação de ativos.


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